Como ser Franciscano?

Província

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            No dia 13 junho, a Igreja Católica celebra o dia de Santo Antônio de Pádua, um dos santos mais populares, venerado não somente em Pádua, onde foi construída uma basílica que acolhe os restos mortais dele, mas no mundo inteiro. São estimadas pelos fiéis as imagens e estátuas que o representam com o lírio, símbolo da sua pureza, ou com o Menino Jesus nos braços, que lembram uma aparição milagrosa mencionada por algumas fontes literárias.

            Santo Antônio Nasceu em Lisboa, em uma família nobre, por volta de 1195, e foi batizado com o nome de Fernando. Começou a fazer parte dos cônegos que seguiam a regra monástica de Santo Agostinho, primeiramente no mosteiro de São Vicente, em Lisboa, e depois no da Santa Cruz, em Coimbra, renomado centro cultural de Portugal. Dedicou-se com interesse e solicitude ao estudo da Bíblia e dos Padres da Igreja, adquirindo aquela ciência teológica que o fez frutificar nas atividades de ensino e na pregação.

            Em Coimbra, aconteceu um fato que mudou sua vida: em 1220, foram expostas as relíquias dos primeiros cinco missionários franciscanos que haviam se dirigido a Marrocos, onde encontraram o martírio. Esse acontecimento fez nascer no jovem Fernando o desejo de imitá-los e de avançar no caminho da perfeição cristã: então, pediu para deixar os cônegos agostinianos e converter-se em frade menor. A petição foi acolhida e, tomando o nome de Antônio, também ele partiu para Marrocos. Mas a Providência divina dispôs outra coisa.

            Devido a uma doença, Santo Antônio se viu obrigado a voltar à Itália e, em 1221, encontrou São Francisco. Depois disso, viveu por algum tempo totalmente escondido em um convento perto de Forlì, no norte da Itália. Convidado, casualmente, a pregar por ocasião de uma ordenação sacerdotal, Antônio mostrou estar dotado de tal ciência e eloquência, que os superiores o destinaram à pregação. Começou, assim, na Itália e na França, uma atividade apostólica que levou muitas pessoas que haviam se separado da Igreja a retomarem sua participação e engajamento na vida eclesial.

            Nomeado como superior provincial dos Frades Menores da Itália Setentrional, Antônio continuou com o ministério da pregação, alternando-o com as tarefas de governo. Concluído o mandato de provincial, retirou-se para perto de Pádua, local em que já havia estado outras vezes. Depois de apenas um ano, morreu nas portas da cidade, no dia 13 de junho de 1231. Pádua, que o havia acolhido com afeto e veneração em vida, prestou-lhe sempre honra e devoção.

            Nos "Sermões", Santo Antônio discorre sobre a oração como uma relação de amor, que conduz o homem a conversar com o Senhor, criando uma alegria que envolve a alma em oração. Antônio nos recorda que a oração precisa de uma atmosfera de silêncio, que não coincide com o afastamento do barulho externo, mas é experiência interior, que procura evitar as distrações provocadas pelas preocupações da alma. Para Santo Antônio, a oração se compõe de quatro atitudes indispensáveis que, no latim, definem-se como: obsecratio, oratio, postulatio, gratiarum actio. Poderíamos traduzi-las assim: abrir com confiança o próprio coração a Deus, conversar afetuosamente com Ele, apresentar-lhe as próprias necessidades, louvá-lo e agradecer-lhe.

(Extraído e adaptado da Catequese do Papa Bento XVI no dia 10 de fevereiro de 2010)

Santo casamenteiro

            Assim é invocado pelas pessoas que desejam se casar e lembrado pelo nosso folclore. Não se sabe qual a origem dessa devoção. Talvez esteja ligada a algum milagre feito pelo santo em favor das mulheres, por exemplo, quando fez um recém-nascido falar para defender a mãe acusada injustamente de infidelidade pelo pai.

            Mas há outro episódio com explicação mais direta. Certa senhora, no desespero da miséria a que fora reduzida, decidiu valer-se da filha, prostituindo-a, para sair do atoleiro. Mas a jovem, bonita e decidida, não aceitou de forma alguma. Como a mãe não parava de insistir, a moça resolveu recorrer à ajuda de Santo Antônio. Rezava com grande confiança e muitas lágrimas diante da imagem quando, das mãos do Santo, caiu um bilhete que foi parar nas mãos da moça. Estava endereçado a um comerciante da cidade e dizia: "Senhor N..., queira obsequiar esta jovem que lhe entrega este bilhete com tantas moedas de prata quanto o peso do mesmo papel. Deus o guarde! Assinado: Antônio".

            A jovem não duvidou e correu com o bilhete na mão à loja do comerciante. Este achou graça. Mas, vendo a atitude modesta e digna da moça, colocou o bilhete num dos pratos da balança e no outro deixou cair uma moedinha de prata. O bilhete pesava mais! Intrigado e sem entender o que se passava, o comerciante foi colocando mais uma moeda e outras mais, só conseguindo equilibrar os pratos da balança quando as moedas chegaram a somar 400 escudos. O episódio tornou-se logo conhecido e a moça começou a ser procurada por bons rapazes propondo-lhe casamento, o que não tardou a acontecer, e o casamento foi muito feliz. Daí por diante, as moças começaram a recorrer a Santo Antônio sempre que se tratava de casamento.

Santo das coisas perdidas

            Esta tradição é antiquíssima, encontrando-se menção dela no famoso responsório "Si quaeris miracula", extraído do ofício rimado de Juliano de Espira. Popularmente, o "Siquaeris" é mencionado como uma oração para encontrar objetos perdidos. A crença pode estar ligada a episódios da vida de Santo Antônio como este: Quando ensinava teologia aos frades em Montpeilier, na França, um noviço fugiu da Ordem levando consigo o Saltério de Frei Antônio, com preciosas anotações pessoais que utilizava nas suas lições. Antônio rezou pedindo a Deus para dar jeito de reaver o livro e foi atendido deste modo: enquanto o fugitivo ia passando por uma ponte, foi subitamente tomado pelo pavor, parecendo-lhe ver o demônio na sua frente que o intimava: "Ou você devolve o Saltério ao Frei Antônio ou vou jogá-lo da ponte para o rio!" Assustado e arrependido, o jovem voltou ao convento com o saltério e confessou ao santo a culpa.

O "pão dos pobres"

Essa prática consiste em doações para prover de pão os pobres, honrando assim o "protetor dos pobres" que é Santo Antônio. Uma tradição liga essa obra ao episódio de uma mãe cujo filho se afogou dentro de um tanque, mas recuperou a vida graças a Santo Antônio. A mulher prometera que, se o filho recuperasse a vida, daria uma porção de trigo igual ao peso do menino. Por isso, no começo, esta obra foi conhecida como a obra do "pondus pueri" (peso do menino). Outra tradição relaciona a obra do pão dos pobres com uma senhora de Tbulon, chamada Luísa Bouffier. A porta do seu armazém tinha enguiçado de tal modo que não havia outro remédio senão arrombar a porta. Fez, então, uma promessa ao santo: se conseguisse abrir a porta sem arrombá-la, doaria aos pobres uma quantia de pães. E deu certo. Daí por diante, as petições ao santo foram se multiplicando em diferentes necessidades. Toda vez que alguém era atendido, oferecia certa quantia de dinheiro para o pão dos pobres. A pequena mercearia de Luísa Bouffier tornou-se uma espécie de oratório ou centro social. A benéfica obra do "pão dos pobres" teve extraordinário desenvolvimento, com diferentes modalidades, e hoje é conhecida em toda parte.

Trezena

            É uma "novena" de 13 dias, lembrando a data da morte de Santo Antônio. Também se lembra o dia 13 de cada mês, porque "dia 13 não é dia de azar, é dia de Santo Antônio". Outros lembram Santo Antônio nas quartas-feiras, dia em que foi sepultado.

(Extraído e adaptado dos Cadernos Franciscanos, "Santo Antônio e a devoção Popular", de Frei Adelino Pilonetto, Ofmcap).

 

Adaptado de: CNBB

      Conforme a moção nº16 do Capítulo Ordinário de 2019, foi proposto o planejamento e construção do Cemitério Imaculada Conceição, juntamente com a Capela Mortuária nas dependências do Santuário Imaculada Conceição, na Cidade Ocidental-GO. Neste intento o Governo Provincial, mesmo diante da pandemia, não mediu esforços e no ano de 2020 realizou diversas tratativas para decidir sobre a construção do Cemitério no Jardim da Imaculada. Neste ano de 2021, no dia 09 de fevereiro, o Definitório Provincial aprovou a obra. Conjuntamente, houve a aprovação da mesma pela Comissão de Construção da província, com transparência.

       As obras tiveram início no mês de março de 2021 pela empresa de construção. No dia 20 de março, data de falecimento do saudoso Dom Frei Agostinho, aconteceu a bênção da área do terreno do cemitério. Na quarta feira, 09 de junho, foi concluída a primeira etapa do Cemitério com os jardins, palmeiras, túmulos com granitos, muro, cruz e pinturas prontos.  A segunda parte da construção é composta pela capela mortuária. Sua construção se iniciará no início de agosto.

     Estamos celebrando mais um aniversário da Província São Maximiliano M. Kolbe. Sendo, de fato, a grande causa de nosso contentamento enquanto “Frades Conventuais”. Fato que nos motiva e inspira a uma “ação de Graças a Deus”, reconhecendo a importância da intercessão da Virgem Imaculada.

    A Província São Maximiliano M. Kolbe traz em si, um sinal da benevolência de Deus, como grande resposta ao testemunho de São Maximiliano pela vida e martírio que celebramos nesses 80 anos.  É visível o desenvolvimento e maturidade de nossa jurisdição ao completar seu aniversário, nesse 31 de maio, na festa da “Visitação de Nossa Senhora”. Isso representa a vitória de cada frade que disse seu sim à sua vocação, mesmo conscientes do importante protagonismo dos primeiros frades.

     É uma província jovem com seus 18 anos, mas somados aos anos de Missão e Custódia, nossa jurisdição completará em breve seus 50 anos de presença no Brasil. A data natalícia nos impulsiona a reconhecer valores do passado e do presente, tendo em vista um ideal de futuro que nos dá sempre esperança. Ao longo dos 47 anos de presença religiosa no Brasil, somos gratos a Deus e à Virgem Imaculada, que direcionou a origem da Missão pela iniciativa missionária da Província Imaculada Conceição-Polônia. Província esta que em gratidão a Deus, pela beatificação de São Maximiliano M Kolbe em 17 de outubro de 1971, fundou a Missão no Brasil.

     A origem de nossa Província destaca a obra da Imaculada, que fora conduzida pela inspiração missionária de Dom Agostinho Januszewicz. Sendo ele o grande desbravador que, confiante na providência divina e na intercessão da Virgem Santíssima, chegara ao Brasil em 16 de outubro de 1974, iniciando as primeiras tratativas com os diversos bispos e finalmente fixando a presença no Centro Oeste.

     São inegáveis a discrição e a coragem trazida na simples mala de Dom Agostinho Januszewicz na vinda ao Brasil, mas também é inegável a sua fé e a devoção à Imaculada, na qual impregnou nos primórdios dessa Província. A Virgem Imaculada, realizou grandes obras na vida de São Maximiliano M. Kolbe, que culminaram em seu martírio e suas obras pela intercessão da Imaculada.

     Edificou um passado de valores, que se tornaram base na edificação de nossa Província através da herança que bebemos, através dos frades pioneiros. Por outro lado, não devemos esquecer que, cada frade da atualidade, ainda que mais novos, ofereceram suas vidas em uma grande ação de graças a exemplo de nosso Padroeiro “São Maximiliano M. Kolbe”. Aprendendo com São Maximiano M. Kolbe o amor a Deus e a Virgem Imaculada, respondendo sua vocação franciscana com entusiasmo, lembrando a máxima kobiana que é: “Conquistar o mundo inteiro para Cristo pela Imaculada”.

     É incontestável a herança deixada por Dom Agostinho, como grandioso exemplo de misssionaridade, pelas numerosas obras ao longo dos anos, oferecendo sua vida à missão em Juruá (AM) e motivando a nossa Província a viver e a trabalhar na missão.

     A Província, nesses 18 anos de existência e 47 de presença, também traz em si o exemplo de sacrifício de nosso saudoso Frei Francisco Kramek que faleceu no dia 27 de abril de 2021. Um frade simples e pobre, mas rico na vocação religiosa e missionária proposta pela Ordem e pela Igreja.

     Portanto, caros confrades, nesse aniversário somos gratos a Deus e à Imaculada que, realizou grandes obras, não só nas estruturas provinciais, mas nas edificações dos valores humanos, religiosos, intelectuais e fraternos que vivemos. Que a festa da Visitação de Nossa Senhora seja nossa motivação, conforme diz São Lucas 1,48 “Porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada”. Que nossa vocação religiosa franciscana, no espírito kolbiano, possa testemunhar as bem aventuranças da Virgem Maria.

 

    Felicito a todos, nesse aniversário da Província São Maximiliano M. Kolbe, com ensejos de Paz e Bem!

 

Frei Gilberto de Jesus

Ministro Provincial

Aconteceu hoje, 31 de maio, no Santuário Jardim da imaculada, na Cidade Ocidental (GO), a celebração em ação de graças pelo 18º aniversário da Província São Maximiliano Kolbe do Brasil. A programação iniciou-se às 9h, com café da manhã fraterno servido no refeitório do Jardim da Imaculada, seguido da liturgia das horas, rezada no próprio Santuário.

Após a oração, a palavra foi passada ao Frei Stanislaw Ocetek (OFMConv), presidente da comissão de história da Província. O frade dividiu um pouco da história e trajetória de São Maximiliano Kolbe, a fundação do Niepokalanów – Jardim da Imaculada – polonês e japonês. Falou também sobre o ideal de São Maximiliano de “Conquistar o mundo inteiro para Cristo pela Imaculada”. Segundo Frei Stanislaw, São Maximiliano sonhava em fundar um Jardim da Imaculada em cada continente, difundir a devoção à Santíssima Virgem em todos os cantos do mundo e, a partir dela, conquistar o mundo inteiro para Cristo. Ele partilhou ainda um pouco da trajetória da missão desde 1974, com Dom Frei Agostinho Stefan, até os dias atuais em sua breve fala.

A conferência da história da Província foi seguida da Santa Missa, às 11h no mesmo Santuário Imaculada Conceição, presidida pelo Ministro Provincial, Frei Gilberto de Jesus (OFMConv) e concelebrada pelos demais frades presentes. Em sua homilia, Frei Gilberto ressalta a importância da herança Kolbiana-Mariana que nossa província recebeu de Dom Frei Agostinho que, no dia da Visitação de Nossa Senhora, a liturgia nos mostra os valores de Maria como missionária! O Frei lembrou que São Maximiliano tinha esse mesmo espirito missionário e consequentemente Dom Agostinho, na vinda ao Brasil era marcado por esse espírito!  Ao término da Santa Missa, os frades seguiram em procissão até o Cemitério Imaculada Conceição, onde depositaram duas coroas de flores no túmulo do Frei Francisco Kramek (falecido em 27 de abril de 2021).

Quinta, 13 Mai 2021 17:30

A Santíssima Virgem Maria

Esse assunto é de fundamental importância, não só para a nossa devoção, – nós, católicos, – pela Santíssima Virgem, como também para a fé cristã como um todo: a Imaculada Conceição de Nossa Senhora.

A doutrina da Imaculada Conceição (ou Imaculada Concepção) é um dogma da Igreja, e certamente um dos mais mal compreendidos. Um dogma é uma verdade de fé que deve ser crida por todo cristão (assim como a própria existência de Deus, que é o primeiro dogma: se não cremos em Deus, para começar, não há como nos considerarmos cristãos). Logo, todo cristão deve crer na Imaculada Conceição da Santíssima Virgem Maria. Ideal, porém, é conhecer para crer melhor. Para começar, é preciso entender muito bem o que quer dizer, exatamente, “Imaculada Conceição”.

A expressão "Imaculada Conceição" quer dizer que Nossa Senhora foi concebida sem a mancha do Pecado original, não tendo jamais pecado durante toda a sua vida. Mas como pode ser isto?

Antes de tudo é preciso saber que o Pecado original não consiste na dívida de pena eterna, isto é, no castigo condenatório merecido pelos descendentes de Adão, ele que era a cabeça do gênero humano. Segundo a doutrina católica (cf. Concílio de Trento), o Pecado original, verdadeiro e estrito pecado, é a dívida da culpa (cf. Dz 376, 789, 792). Assim é que S. Paulo Apóstolo decreta: "...Todos temos pecado" (cf. Rm 5,19). 

Deste modo, todos herdamos o pecado original de nossos pais, eles de seus pais e assim sucessivamente até o primeiro homem. – E os efeitos do Pecado original são a tendência para o mal e para a inimizade com Deus. – Assim, a Virgem Maria também precisou ser salva, assim como qualquer um de nós, pelo Sacrifício Redentor de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ela, porém, diferente de nós, já no instante de sua concepção foi preservada do Pecado original; consequentemente, foi poupada dos seus efeitos, já que foi remida não da maneira comum a todos (pelo Batismo), mas de maneira tal que a preservou de cometer pecado ou de sequer desejar cometê-lo.

Quando Pio IX proclamou o dogma, estabeleceu explicitamente que a Imaculada Conceição de Maria ocorreu por causa da Graça única de Deus, em vista dos Méritos de Jesus Cristo. Por isso, o problema da usurpação por parte de Maria do lugar de Cristo não existe. Ao contrário, o privilégio de Maria tem como fundamento a graça salvífica de Deus em Cristo. 

Podemos usar de uma comparação simples para facilitar a compreensão desta diferença: se uma pessoa cai num poço e chafurda na lama ao fundo até que alguém a tire de lá, esta pessoa foi “salva” por quem a tirou. Perfeito. E se outra pessoa está já caindo no poço, em plena queda, sem chance nenhuma de se salvar por suas próprias forças, mas alguém suficientemente forte a segura em pleno ar e a puxa para a segurança, impedindo que mergulhe abaixo, esta também foi “salva” por quem impediu a sua queda. – Assim Nossa Senhora foi salva, como quem é salvo de cair no poço, ao invés de ser salva como quem já caiu dentro dele, sujou-se todo e se machucou (o caso de todos nós). 

E era absolutamente necessário que assim fosse, por uma razão simples: Deus preparou a Virgem especialmente, desde a queda do homem (Gn 3,15), para carregar o Salvador, Deus mesmo, em seu ventre. Seu Filho não era um menino qualquer que depois “virou Deus”. Não. Ele era, ou melhor, é desde sempre e continuará, sem fim, o eterno "Eu Sou": YHWH1; DEUS.

Sim. A partir de sua concepção no seio da Virgem Maria, pelo Espírito Santo (Lc 1,31), Deus tomou nossa natureza humana, sem perder sua Natureza Divina, e fez-se homem. – E como vimos, o Pecado original é transmitido dos pais aos filhos. Segue daí que Jesus, sendo Deus, não poderia jamais vir ao mundo como fruto de um ventre contaminado pelo pecado; não poderia tomar carne e sangue de alguém que, como explica S. Paulo, é escravo do demônio (Hb 2,15), por tender ao pecado em virtude das consequências do pecado original.

É preciso lembrar que o Sangue de Jesus, que nos salva, é o mesmo sangue de Maria; o Corpo de Jesus, único sacrifício que pode nos reconciliar com Deus, é o corpo formado do corpo de Maria, de quem o Senhor tomou sua constituição humana. Você já parou para pensar nisto? Já meditou sobre este mistério tremendo? 

No livro do Êxodo (25,10-22) vemos o extremo cuidado que Deus ordena na preparação e no trato para com a Arca da Antiga Aliança, destinada a portar as tábuas onde Deus escrevera a Lei dada a Moisés (Dt 10,1-2). Para portar a lei, o Senhor manda que se faça a arca com muitíssimos e detalhados cuidados, que tem que ser de ouro e madeira de acácia, – os materiais mais nobres e puros, raros e caros na época.

De tão sagrada, esta Arca não pode sequer ser tocada! Em 2Sm 6,6-7, vemos como Oza, filho de Abinadab, ao perceber que os bois que carregavam o carro com a Arca tropeçam, sem pensar, corre para a aparar com as mãos; e imediatamente cai morto, fulminado pela Santidade de Deus!

Ora, se para com a Arca da Antiga Aliança, – que guardava tábuas de pedra com a lei do Antigo Testamento, – havia tanto rigor e era necessária tamanha pureza, o que não seria necessário para que a uma mulher fosse concedida a graça incomensurável de ser, ela própria, o Tabernáculo da Nova e Eterna Aliança, que abrigaria em si mesma não tábuas de pedra, mas sim corpo e sangue, alma e divindade do Deus vivo e verdadeiro! Não teria que ser ela totalmente pura, imaculada? Mais uma vez, cabem as perguntas feitas acima: você já parou para pensar nisto? Já meditou sobre este mistério tremendo? 

Tente imaginar como foi preparada aquela que levaria o próprio Senhor e Salvador em seu ventre, aquela cujo sangue nutriria o Verbo de Deus feito Carne, cujo leite alimentaria Deus feito homem. Se a Arca que haveria de conter a palavra escrita precisava ser puríssima, poderia o próprio Verbo do Deus vivo e encarnado ser concebido e se desenvolver dentro de um útero minimamente impuro? A carne de Cristo poderia ter sido tomada e formada a partir de uma mulher comum, escrava do pecado como qualquer outra?

Vemos claramente que não se trata de uma doutrina desprovida de fundamento, "inventada". É preciso entender que nem tudo as Sagradas Escrituras dizem explicitamente. Muito está dito implicitamente, e para ser compreendido necessita, – não sem razão, mas pelo próprio Desígnio Divino, – do ensinamento da Santa Igreja, que é, segundo as mesmas Escrituras, Casa do Deus Vivo, coluna e sustentáculo da Verdade (1Tm 3,15).

 

Fonte: O Fiel Católico

Paz e Bem!

A nossa Província Franciscana de São Maximiliano Maria Kolbe, com presença no Centro-Oeste, Nordeste e Norte do Brasil, com a graça de Deus, possui neste ano de 2021, cerca de cinquenta formandos (seminaristas) em várias etapas (a saber: postulantado, filosofia, noviciado e teologia). Estes jovens se preparam intensamente para o apostolado franciscano nas mais diversas atuações da nossa Província.

Este preparo, não obstante, exige muitos recursos!

 

Você já pensou em ser um Benfeitor Franciscano? Já pensou em ajudar um destes jovens em sua formação franciscana? Deseja auxiliar a vida franciscana a se expandir ainda mais pelo Brasil?

Precisamos muito da sua ajuda. Conheça-nos. Entre em contato conosco!

 

Seja um Benfeitor Franciscano!!! Você pode!

Saiba como enviando um e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo whatsapp  (61) 9 8224-0501, com Frei Mayko Ataliba.

 

Que Deus abençoe a sua iniciativa em acreditar neste apostolado e nestes jovens que se dedicam plenamente ao serviço de Deus e ao próximo!

Ontem, 3 de maio, aconteceu a Missa de Sétimo Dia de Falecimento do Frei Francismo Kramek. A Santa Missa foi celebrada no Santuário Jardim da Imaculada, na Cidade Ocidental (GO) e presidida pelo Ministro Provincial, Frei Gilberto de Jesus (OFMConv), com a presença de diversos frades, seminaristas, irmãs religosas e amigos leigos.

Na oportunidade, Frei Miescislaw Tlaga, como um dos primeiros missionários de nossa província no país, falou sobre o ardor missionário e de apostolado realizados por Frei Francisco Kramek. Também receberam a palavra o Frei Eusébio Wargulewski e o casal Iria e Bené.

A Província São Maximiliano Kolbe sente profundamente a perda do Frei Francisco Kramek, que faleceu de Infarto, no último dia 27 de maio. O frade era uma pessoa importante e imensamente significativa a níveis vocacional, espiritual, fraterno, histórico e missionário. O Evangelho de São João 11, 25 diz: “Aquele que crer em mim ainda que morra, viverá”. Cristo apresenta uma verdade evangélica, que supera a morte: a fé. É pela fé que é possível olhar para Frei Francisco Kramek, em sua modéstia, em sua obediência, sua oração e trabalho e ver o rosto de Cristo nas ações de apostolado, de religioso, de sacerdote e missionário que sempre buscou demonstrar.

Temos o grande exemplo de fé e amor a Deus manifestado por Frei Francisco quando ele fala de sua vocação. Dizia que o próprio Jesus o chamou muito cedo, aos sete anos de idade. Aconteceu quando um frade franciscano visitou a casa de sua tia, em um sábado Santo para a benção dos alimentos. Depois o frade conversava com as crianças, olhou pra ele, colocou a mão sobre sua cabeça e disse: “Você será padre!”.  Anos depois, trabalhando com feno na fazenda, ouviu uma forte voz que ele identificou como a voz de Jesus dizendo: “Vá para o Seminário”. Após conversar com a mãe e o padre, entendeu que era a vontade de Deus que ele entrasse no Seminário. E assim o fez, entrando no seminário Franciscano em 1949, onde estudou e se formou.

Em janeiro de 1975, chegou ao Brasil juntamente com Frei Eusebio, Frei Marcos e Frei Edmundo, após terem feito o pedido para irem em Missão;

Em 1976, assumiu a sua primeira paróquia no Brasil, em Rialma-GO;

Em 1977, tornou-se pároco na Paróquia de São José, em Niquelândia-GO;

Em 1990, foi pároco na Paróquia São Francisco de Assis, em Valparaíso-GO;

Em 1992, tornou-se pároco na Paroquia Imaculada Conceição no Novo Gama-GO;

Em 2002, foi escolhido para ser diretor espiritual no Seminário São Francisco de Assis em Brasília DF;

Em dezembro de 2003, foi vice mestre do noviciado em Águas Lindas-GO. Estando em Águas Lindas desde então, pelos últimos 18 anos de seus 46 anos de missionário no Brasil.

 

Na última quinta-feira (29), aconteceu a Santa Missa de corpo presente do Frei Francisco Kramek (OFMConv) no Santuário Imaculada Conceição de Maria, na Cidade Ocidental (GO).

A Santa Missa foi presidida por Vossa Excelência Reverendíssima Dom Waldemar Passini Dalbello e contou com a presença do Ministro Provincial dos Franciscanos Conventuais, Frei Gilberto de Jesus (OFMConv), o Ministro Provincial dos Frades Capuchinhos, Frei Clézio Menezes dos Santos (OFMCap) e outros frades concelebrando. Antes da celebração, o corpo houvera chegado em Águas Lindas (GO) às 2h para ser velado na Paróquia São Maximiliano Maria Kolbe. Paróquia essa na qual o frade passara seus últimos 18 anos. O corpo seguiu em cortejo no carro de Bombeiros até a Paróquia Imaculada Conceição, em Novo Gama (GO), onde Frei Francisco foi um dos primeiros párocos e ajudou na fundação da mesma. Saindo de Novo Gama, o corpo seguiu até o Santuário Jardim da Imaculada, onde foi realizada a Santa Missa de Corpo presente, presidida por Dom Waldemar e o sepultamento no Cemitério Imaculada Conceição, nas dependências do Santuário Jardim da Imaculada.

O cortejo e celebração foram acompanhados de perto por seus irmãos frades, seminaristas e alguns fieis leigos.

A Santa Missa de sétimo dia do frade acontecerá na próxima segunda feira (3/5) no Santuário Jardim da Imaculada às 11h e contará com transmissão ao vivo pelas plataformas do santuário (Facebook e Youtube).

Na história da Igreja, a data de hoje é marcada por inúmeros conflitos, e revoltas sociais, sendo cristianizada por mais de 200 mil pessoas na praça de São Pedro que gritavam: "Viva Crist trabalhador, vivam os trabalhadores, viva o Papa!", sendo assim naquele ano de 1955 o Papa daria aos trabalhadores um modelo e protetor: São José o Operário.

São José, o protetor da Igreja, assumiu a responsabilidade de não desamparar nenhum trabalhador de fé, seja ele da indústria, do campo, autônomo, homem ou mulher, lembrando-os que ao seu lado sempre estão Jesus e Maria.

A Festa de São José Operário foi autorizada pelo Papa Pio XII, que em um maravilhoso parecer sobre a luz que se faz crescer das obras produzidas pelo homem afirmou: "Queremos reafirmar, em forma solene, a dignidade do trabalho a fim de que inspire a vida social, as leis da equitativa repartição de direitos e deveres."

São José, que na Bíblia é reconhecido como um homem justo, é quem revela com sua vida que o Deus que trabalha sem cessar na santificação de Suas obras, é o mais desejoso de trabalhos santificados: “Seja qual for o vosso trabalho, fazei-o de boa vontade, como para o Senhor, e não para os homens, cientes de que recebereis do Senhor a herança como recompensa… O Senhor é Cristo” (Col 3,23-24).

 

Texto por: Nossa Sagrada Família

É com grande pesar que noticiamos o falecimento de Frei Francisco Kramek (OFMConv) ontem (27), às 18h30min.

(☆ 12.01.1935 ⴕ 27.04.2021)

     Filho de fazendeiros, Frei Francisco Kramek nasceu aos 12 de janeiro de 1935, em Babin na Polônia. Perdendo seu pai em tenra idade, Frei Francisco foi educado por seu padrasto João e por sua mãe Mariana, mulher simples e discreta que formou os filhos com o bom exemplo. Dada a invasão do território Polonês, pela Alemanha, durante a Segunda Guerra Mundial, a propriedade familiar ficou em zona proibida e frei Francisco, não poucas vezes, considerou-se agraciado pela preservação de sua vida: por duas vezes se viu livre do fuzilamento, pelos soldados alemães, livre de bombardeio e explosões de minas terrestres, livre ainda em sua infância quando fora atingido por um raio. Somente a sua longa vida e os frutos derivados de sua missão o levariam a compreender quão valiosa era a sua vida.

     Deus lhe tinha destinado uma missão, a qual frei Francisco começou a conhecer quando aos sete anos de idade, teve o seu primeiro contato com um frade franciscano, frei André Klimuszko, que vindo ao seu povoado e reunindo as crianças, dirigiu-se a ele e profetizou que seria Sacerdote. Quase impossibilitado de ver cumprida tal profecia, seja pelos atrasos impostos pela Guerra, que pelas dificuldades no aprendizado, passados alguns anos, já entrada a adolescência e trabalhando no trato do feno, na propriedade rural da sua família, frei Francisco Kramek, escutou uma voz forte e misteriosa que lhe chamava ao Seminário. Relatando o ocorrido a sua mãe, a mesma o orientou a que procurasse o Pároco e que este o orientaria. Obedecida a mãe e dirigido pelo padre Adão, que o auxiliou para o ingresso no Seminário fundado por são Maximiliano em Niepokalanow, aos 14 anos de idade, no dia 1 de setembro de 1949, o jovem Francisco deu início a sua formação religiosa. Ingressando no Noviciado, no dia 30.08.1951, Frei Francisco Kramek fez a Profissão Temporária aos 31.08.1952.

     Encerrado o ano do Noviciado, o mesmo continuou o estudo do Ginásio em Niepokalanow, período durante o qual viria a sofrer grandes dificuldades para a conclusão dos estudos, no entanto, mais uma vez frei Francisco sentiu-se agraciado pelos favores divinos. Entre os anos de 1954 e 1959, estudou Filosofia e Teologia. No dia 04.10.1956, frei Francisco fez a Profissão Solene dos votos e foi Ordenado Sacerdote no dia 02.08.1959, pelo futuro beato Cardeal Primaz da Polônia Stefan Wyszynski. Nutrindo, em seu coração, o grande anseio pela vida missionária, depois de sua ordenação, frei Francisco deu início ao seu trabalho apostólico em Slawno (1959-1962), onde serviu como Vigário Paroquial e Capelão Hospitalar; em Niepokalanow (1962-1964), junto ao Seminário Menor, foi nomeado Vice-Formador e ali pôde inspirar muitos jovens seminaristas a seguirem a vocação missionária; em Gniezno (1964-1966), foi Vice-Mestre de Noviciado. Antes de sua partida para a missão Ad Gentes, frei Francisco serviu em Koszalin (1966-1972), como Vigário Paroquial; em Skarzsko (1972), também como Vigário Paroquial e em Poznan, entre os anos 1972 e 1974, iniciou a sua preparação paras as missões.

     Animada pelo ardor missionário de São Maximiliano e por ocasião de sua beatificação, foi decidida a criação de uma nova missão, pela Província Imaculada Conceição, então sob o governo do frei Mário Paczóski. Sentindo-se chamado, Frei Francisco se inscreveu para estar entre os novos missionários e com grande entusiasmo, no dia 19.12.1974, juntamente com frei Marcos Ignaszewski, Frei Eusebio Wargulewski e o Irmão Religioso Edmundo Grabowiecki, partiu em missão para o Brasil, desembarcando no Rio de Janeiro no dia 18 de janeiro de 1975. Frei Francisco, portanto, foi missionário da primeira hora, compondo o grupo de missionários chegados ao Brasil, apenas três meses após a chegada do fundador da Missão, Dom Frei Agostinho. Residindo, na Paróquia de São Sebastião, em Uruaçu - GO, entre maio de 1975 e abril de 1976, preparou-se para assumir a Paróquia de Nossa Senhora das Graças em Rialma – GO, no dia 4 de abril de 1976, onde trabalhou até 27.02.1977, assumindo em seguida a missão de ser o primeiro Pároco franciscano, da grande Paróquia de São José, em Niquelândia – GO, no dia 19.03.1977, assistência que se estendeu ao Santuário de Nossa Senhora da Abadia. Em Niquelândia, juntamente com frei João M. Batista Wajgert, frei Francisco trabalhou para construção do Convento de são José. Dedicado e zelo pastor, frei Francisco realizou muitos trabalhos e durante uma década se dedicou ao cuidado do povo goiano naquela região, onde permaneceu até dezembro de 1986. Do dia 01.01.1990 aos 08.11.1992, frei Francisco assumiu novo encargo pastoral em Valparaíso de Goiás, ali também como Pároco da Paróquia de São Francisco de Assis. Em 1992, dia 08 de novembro, frei Francisco retornaria ao Novo Gama de Goiás, onde novamente viria a assumir as funções de Guardião e Pároco e ali permaneceria por mais sete anos até a sua transferência para o Convento de São Marcos e São Lucas, em Ceilândia – DF, onde desenvolveria os seus trabalhos apostólicos até a sua designação como Diretor Espiritual do Seminário são Francisco de Assis, em Brasília, no ano de 2002. Em pouco tempo frei Francisco seria nomeado Vice-Formador do Noviciado e no final do ano de 2003, foi transferido para Águas Lindas de Goiás, onde permaneceu Vice-Mestre até o ano de 2007.

     Desde então frei Francisco permaneceu em Águas Lindas, exercendo a função de Vigário Paroquial e ali desenvolveu longo e duradouro apostolado, até o seu falecimento, em 27.04.2021, aos 86 anos de idade. Em sua longa vida, frei Francisco realizou muitas obras físicas, na construção e reformas de tantas Igrejas e conventos, também obras intelectuais por meio dos vários livros que escreveu, mas sobretudo se dedicou com grande zelo pela edificação da Igreja e pela propagação da fé católica. É inegável o seu testemunho de fé sólida e Católica, bem como o testemunho de sua coerência, na vivência de sua profissão religiosa. Frei Francisco manifestou, ao longo de sua vida, especial atenção pelo atendimento aos doentes e moribundos. Dentre os serviços pastorais que Frei Francisco mais realizava, até o momento de sua morte, estão as visitas aos hospitais e a Comunhão que levava aos que não podiam mais participar das Santas Missas. Apesar das grandes provações, quanto à sua saúde, o Frei Francisco Kramek veio a falecer de modo repentino, no dia 27.04.2021, às 18:00h, em decorrente de um infarto. O corpo de Frei Francisco Kramek foi sepultado no Cemitério Imaculada Conceição, no Jardim da Imaculada em Cidade Ocidental-GO, 16h, do dia 29.04.2021.

“...E correndo alegre ao seu encontro, convidou-a a ser sua hóspede: Bem vinda seja, minha irmã morte!” (2Cel 217,7)

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