Aconteceu hoje, 06 de abril, no Santuário Imaculada Conceição, na Cidade Ocidental (GO), a celebração da Pascoela da Província São Maximiliano Maria Kolbe, com intenção pelos 15 anos de falecimento de Dom Agostinho.
Aconteceu hoje, 06 de abril, no Santuário Imaculada Conceição, na Cidade Ocidental (GO), a celebração da Pascoela da Província São Maximiliano Maria Kolbe, com intenção pelos 15 anos de falecimento de Dom Agostinho.
O calendário cristão reserva um período singular que sintetiza a essência da fé: o Tríduo Pascal. Celebrado entre a noite da Quinta-feira Santa e o Domingo de Páscoa, esse intervalo não é apenas uma sequência de datas, mas uma única e contínua celebração que reúne os momentos centrais da trajetória de Jesus Cristo, sua paixão, morte e ressurreição.
Embora compreenda três dias no tempo cronológico, a liturgia o entende como uma unidade inseparável. Trata-se do ponto mais alto do Ano Litúrgico, quando os fiéis são convidados a mergulhar no chamado Mistério Pascal, fundamento da crença cristã e da esperança de salvação.
O que é o Tríduo Pascal
A expressão tem origem no latim Triduum, que significa “três dias”. No contexto religioso, refere-se a um ciclo de celebrações que recorda os eventos decisivos da vida de Cristo. Mais do que uma simples recordação histórica, o Tríduo é vivido como uma atualização espiritual desses acontecimentos, tornando-os presentes na vida dos fiéis.
Esse período marca o encerramento da Quaresma e conduz à celebração da Páscoa, considerada a principal festa do cristianismo. É nesse momento que se reafirma a vitória da vida sobre a morte, simbolizada na ressurreição de Jesus.
O Tríduo Pascal tem como finalidade conduzir os cristãos a uma experiência profunda de fé e renovação interior. Ao longo desses dias, a liturgia propõe um caminho que vai do sofrimento à esperança, da entrega à plenitude da vida. É um convite à transformação pessoal, à reconciliação e ao fortalecimento espiritual.
Além disso, o período reforça valores centrais da mensagem cristã, como o amor ao próximo, o serviço e a solidariedade. As celebrações também funcionam como memória viva da entrega de Cristo pela humanidade, incentivando os fiéis a refletirem sobre suas próprias atitudes e escolhas.
Os três dias e seus significados
A Quinta-feira Santa abre o Tríduo com a recordação da Última Ceia. Nela, destacam-se a instituição da Eucaristia e o gesto do lava-pés, símbolo de humildade e serviço. É o início de um caminho que aponta para a doação total.
Na Sexta-feira Santa, o foco recai sobre a crucificação. É um dia marcado pelo silêncio, pela contemplação e pela reflexão sobre o sofrimento de Cristo. Não há celebração de missa, mas ritos que enfatizam o sacrifício e a redenção.
O Sábado Santo é vivido como um tempo de espera. Durante o dia, predomina o recolhimento. À noite, a Vigília Pascal — considerada a mais importante celebração cristã — anuncia a ressurreição, com ritos que simbolizam a passagem das trevas para a luz e da morte para a vida.
O ciclo se completa no Domingo de Páscoa, quando se celebra a vitória definitiva de Cristo sobre a morte, renovando a esperança e a alegria dos fiéis.
Um convite à renovação
Mais do que um conjunto de ritos, o Tríduo Pascal propõe uma vivência concreta da fé. Ele convida à reflexão, à mudança de vida e à busca por valores como paz, amor e justiça. Ao recordar os acontecimentos centrais do cristianismo, esse período reforça o sentido da caminhada espiritual e o compromisso com uma vida transformada.
Assim, o Tríduo Pascal não apenas relembra um evento do passado, mas se apresenta como uma oportunidade atual de renovação pessoal e coletiva, mantendo viva a mensagem que sustenta a tradição cristã ao longo dos séculos.
Fontes: A vivência do Tríduo Pascal e da Páscoa do Senhor, Vatican News e O Tríduo Pascal: Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor Jesus, Vatican News
Ao longo da vida, somos constantemente desafiados a responder, de maneira consciente e livre, aos apelos que a própria existência nos apresenta. A cada instante, nos encontramos diante de escolhas: entre o que queremos e o que rejeitamos, entre o ter e o não ter, entre o ser e o não ser. O “sim” e o “não” fazem parte da nossa caminhada e são essenciais para a experiência humana. Como recorda a Escritura: “Hoje coloco diante de ti a vida e a felicidade, a morte e a infelicidade” (Dt 30,15). É nesse contexto de decisão que se destaca a figura de Maria, a jovem de Nazaré.
Plenamente livre, Maria não escuta apenas a saudação de um anjo, mas acolhe a própria voz de Deus que a chama: “Não temas, Maria! Encontraste graça diante de Deus. Conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus” (Lc 1,30). Diante desse chamado, ela responde com total entrega: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua Palavra”. Esse “sim” marca um momento decisivo na história da humanidade, pois, por meio dele, o eterno entra no tempo, Deus assume a condição humana e vem ao encontro do homem para salvá-lo.
A Solenidade da Anunciação do Senhor, narrada no Evangelho de Lucas (1,26-38), celebra justamente esse encontro entre o divino e o humano. Mais do que exaltar o “sim” de Maria, essa celebração revela o grande “sim” de Deus à humanidade, manifestando seu desejo de se dar a conhecer e de oferecer a salvação. Ao mesmo tempo, evidencia a abertura do ser humano que, na liberdade, acolhe essa iniciativa divina.
O relato evangélico apresenta um diálogo profundo entre Deus e a humanidade, simbolizado na conversa entre o anjo e Maria. Deus propõe uma missão, mas não impõe; respeita a liberdade humana. Maria, mesmo sem compreender plenamente tudo o que aconteceria, aceita com confiança. Nesse gesto, contemplamos como a liberdade humana, dom do amor de Deus, é preservada e elevada quando se abre à sua vontade.
Esse acontecimento foi amplamente refletido pela Igreja ao longo dos séculos. Os Padres da Igreja se dedicaram a aprofundar o mistério da encarnação, defendendo não apenas a virgindade e maternidade de Maria, mas sobretudo a verdadeira divindade de Jesus Cristo. Nos Concílios de Niceia (325) e Constantinopla (381), foi proclamado que o Filho encarnado é verdadeiramente Deus. Mais tarde, no Concílio de Éfeso, em 431, Maria foi reconhecida como Mãe de Deus (Theotokos), reafirmando a fé na encarnação real do Verbo no seio da humanidade.
Em Jesus Cristo, a natureza humana e a divina estão unidas em perfeita comunhão, sem confusão. Aquele que viveu de forma simples em Nazaré é, ao mesmo tempo, o Filho eterno de Deus, manifestado na história pela ação do Espírito Santo. Assim, no “sim” de Maria, realiza-se plenamente o “sim” de Deus em favor da humanidade. Se por Eva entrou a desordem, por Maria se reabre o caminho da graça e da salvação.
Celebrar a Anunciação do Senhor, fixada no dia 25 de março — nove meses antes do Natal —, é reconhecer e agradecer a Deus por essa obra maravilhosa realizada na história. É contemplar como a disponibilidade de uma mulher permitiu que a salvação se tornasse concreta no mundo. O “sim” de Maria mudou o curso da história e nos possibilitou conhecer o Pai, revelado pelo Filho, na ação do Espírito Santo.
Hoje, também nós somos convidados a refletir sobre o nosso próprio “sim”. Deus continua desejando habitar no mundo, na realidade concreta das nossas famílias, da sociedade e da história. Para que isso aconteça, é necessário que sejamos, como Maria, abertos e generosos à sua vontade. Um “sim” sincero pode transformar não apenas a nossa vida, mas também a história ao nosso redor.
Diante disso, elevamos nossa oração:
“Ó Virgem Santíssima, sempre fiel à vontade do Pai, pelo teu ‘sim’ cooperaste para a salvação da humanidade. Concede-nos a graça de também correspondermos ao chamado de Deus, dizendo o nosso ‘sim’ ao seu amor. Amém.”
Nossa Senhora, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova
No dia 19 de março de 2026, dia de São José, foi celebrada a ordenação diaconal de quatro frades da Província São Maximiliano M. Kolbe, pela imposição de mãos de Dom Antônio Aparecido de Marcos Filho, bispo auxiliar da Arquidiocese de Brasília. A celebração aconteceu na Capela São José Operário, em Valparaíso de Goiás, reunindo fiéis em uma noite marcada pela fé, entrega e comunhão.
Receberam o primeiro grau do sacramento da Ordem os frades:
Frei Heronn Magno R. Duarte
Frei Marcus Pires de França
Frei Luan Souza Matos
Frei Walas Silva Santos
A celebração contou com a presença do Ministro Provincial, Frei Gilberto de Jesus, OFM Conv., do Vigário Provincial, Frei Amilton, além de diversos frades sacerdotes, irmãos religiosos, sacerdotes diocesanos, religiosos e religiosas, e do povo de Deus que se reuniu para acompanhar e rezar por este momento tão significativo na vida da Igreja.
À luz do carisma de São Francisco de Assis, os novos diáconos são chamados a viver o ministério com fidelidade, sendo sinais de caridade, humildade e serviço.
A comunidade expressa sua gratidão a todos que participaram desta celebração e segue unida em oração pelos novos diáconos.
Paz e bem!